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Botânica
Abacateiro-do-mato;
Aroeira-salsa;
Camboatã;
Cambucazeiro;
Canela-amarela; Cambará;
Capoteira; Coqueiro-da-bahia;
Faveiro;
Figueira-vermelha;
Fruta-do-conde; Fruta-do-sabiá;
Girassol;
Goiabeira;
Graviola;
Gravatá-comum
(Bromelia pinguin); Guarantã;
Guanandi;
Guatambu; Guapuruvu;
Hera; Hibiscos;
Imbuia; Ingá;
Ipê-roxo;Ipê-branco-do-cerrado;
Jaborandi; Jacarandá-de-minas;
Jacarandá; Leiteiro;
Lobeira; Mangostanzeiro;
Marolo;
Marôlo; Murta;
Palmeira-indaiá;
Pau-pombo; Peito-de-pombo;
Peroba-poca; Pêssego-do-mato;
Pindaíva; Tanheiro;
Tarumã-comum; Uvaia
Ipê

Existem inúmeras espécies da família
Bignoniáceas pelo mundo, onde do gênero Tabebuia
há 246 espécies! Apesar de nem todas elas serem
ipês verdadeiros. No Brasil existem 15 espécies,
porem onde a maioria das pessoas conhecem apenas alguns. Somente
do amarelo há 8 espécies! Os ipês estão
na categoria de árvores floríferas, gerando
flores uma vez por ano, variando com a estação
e na espécie. São árvores hermafroditas.
Como exemplo os de flores amarelas florescem ainda no inverno
e os roxos no final do outono e ambos no caso na região
sudeste. Árvores do cerrado, não precisam de
tanta água, só mesmo no início. Pássaros
como os colibris e insetos como as abelhas, são importantes
polinizadores, destacando o vespão mamangava. Antes
se desfolham no inverno onde são decíduas. Apreciam
sol pleno e solo não precisa ser tão fértil.
O fruto é simplesmente uma vagem septicida. Suas sementes
são do tipo aéreas, como asas hialinas, leves
e se deixam levar pelo vento. Germinadas, em 9 meses atingem
30 cm. Todos os ipês possuem cascas rugosas e só
existe uma espécie contrária que é o
ipê-amarelo-de-casca-lisa, isso no Brasil. Dos ipês-amarelos
nacionais, a espécie ipê-amarelo-da-mata é
o terceiro em tamanho, chegando a um máximo de 20 m
e tronco com até 80 cm de diâmetro. É
o mais utilizado no paisagismo urbano onde então sua
floração, como os demais de sua família
dura por volta de duas semanas. Das espécies de ipês
brasileiros, talvez o que chama mais a atenção
seje o ipê-preto que apesar do nome, tem flores de tom
marrom escuro. E o chamado ipê-rosa, é na realidade
uma subespécie do ipê-rosa-verdadeiro, sendo
este exótico. A subespécie brasileiro tem nas
flores um misto de rosa e branco. Dos ipês-amarelos,
o maior é o ipê-amarelo-açu que chega
a atingir 30 m de altura e o menor sendo o ipê-amarelo-do-cerrado
com um máximo de apenas 5 m. Os ipês desempenham
importante papel na natureza, com suas flores melíferas
suprindo as necessidades de insetos, aves e até mesmo
primatas e ungulados. Como exemplo, o ipê-amarelo-do-brejo
é árvore indicada para reflorestar bordas de
rios. Os ipês tem suas pragas, onde os piores não
são as saúvas, mas duas espécies de coleópteros
(besouros). O mais vulnerável sendo o ipê-branco
e o mais isento de pragas talvez sendo o ipê-amarelo-do-cerrado.
Sua madeira é considerada boa e não tão
pesada pelo tanto que o gênero da maioria das espécies
significa "tábua que bóia". Apesar
dos ipês serem as árvores mais usadas no paisagismo
no Brasil, ainda assim as espécies menos conhecidas
estão ameaçadas de extinção, principalmente
pela derrubada das matas para dar lugar è pecuária
e lavoura. É apropriada no paisagismo por ter raiz
pivotante (para baixo) o que evita quebrar calçadas.
A flor do ipê-amarelo foi eleita a flor símbolo
do Brasil. Os ipês também são conhecidos
por pau-d'arco.
Ipê é também nome de uma cidade do RS
e Ipê-amarelo de MG.
As espécies de ipês no Brasil são de nomes
bem variados para uma mesma espécie, que chegam a gerar
confusões. Os nomes escritos abaixo são os mais
usados de cada espécie:
ipê-amarelo-açu (Tabebuia alba)=(Handroanthus
alba)=(Tecoma alba) : MG, RJ até RS.
ipê-amarelo-de-casca-lisa (Tabebuia vellosoi) : GO,
MS, BA, ES, RJ, MG e SP.
ipê-amarelo-da-mata (Tabebuia serratifolia=araliacea)
: Região norte, CE, BA, ES até SP.
ipê-amarelo-do-brejo (Tabebuia umbellata) : MG, RJ até
RS.
ipê-amarelo-escuro (Tabebuia ochracea) : PA, GO, MT,
MS, BA, ES, SP e PR.
ipê-amarelo-cascudo (Tabebuia chrysotricha)=(Tecoma
chrysotricha)=(Handroantus chrysotrichus) : ES até
SC.
ipê-amarelo-do-cerrado ou craibeira (Tabebuia caraiba=aurea)
: Região norte e nordeste até MS e SP.
ipê-amarelo-cinco-folhas (Sparattosperma leucanthum)
: BA, GO, MS, ES, MG, SP e RJ.
ipê-roxo-açu, ipê-roxo-da-mata ou ipê-piúna
(Tabebuia avellanedae=ipe) : MA até RS.
ipê-roxo-de-bola ou ipê-buquê (Tabebuia
impetiginosa) : GO, CE, PI, MA, RN, PB, SE até o sul.
ipê-roxo-mirim ou ipê-roxo-sete-folhas (Tabebuia
heptaphylla) : BA, ES, MG, SP, RJ, PR, SC e RS.
ipê-rosa-branco (Tabebuia roseo alba) : GO, MS, MG e
SP.
ipê-branco (Tabebuia dura) : MS, MG e SP.
ipê-preto, ipê-felpudo ou ipê-tabaco (Zeyheria
tuberculosa) : BA, ES, MG, SP e PR.
ipê-verde (Cybistax antisyphilitica) : RR, RO, AC, AM,
PA, MT, TO, GO, MG, SP, ES, RJ, PR, SC e RS.
Do mesmo gênero dos ipês é a caixeta (Tabebuia
caainoides) que por vezes é chamado também de
ipê-caixeta, mas não é citado como ipê
florífero como os demais.
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